Curiosidades

2wd - two wheel drive:

Significa que o veículo tem tração em apenas duas rodas. Esta configuração equipa a grande maioria dos veículos, quando o sistema de tração é instalado no eixo traseiro ou dianteiro.


4wd - four wheel drive:

Significa que o veículo tem tração nas quatro rodas. Esta configuração equipa todos os veículos 4x4, utilitários ou SUVs. Em alguns modelos podemos engatar a tração 4x4 a partir da roda-livre e alavanca, ou através de comando elétrico no painel. Na maioria têm tração permanente na traseira e opcional na dianteira.


4x4 h:

Engatar a Tração 4x4 H (High = Alta), significa acionar a tração nas quatro rodas para trânsito em alta velocidade. Com esta configuração é possível rodar em velocidades normais em estradas de terra e com baixo atrito. Veículos equipados com diferencial central podem trafegar com 4x4 H em qualquer tipo de terreno.


4x4 l:

Engatar a Tração 4x4 L (Low = Baixa/Reduzida), significa acionar o sistema de redução da caixa de transferência para condução em baixas velocidades. Esta configuração é necessária para transpor a maioria dos obstáculos encontrados em situações off-road.


altura máxima:

É a máxima altura do solo que o veículo possui. A medida pode ser feita a partir da parte mais baixa do veículo como o diferencial.


ancoragem:

Técnica usada para criar um ponto de apoio para colocação de cabos de aço, cordas ou cintas, para dar suporte em operações de resgate. A ancoragem pode ser feita em árvores, rochas ou outros veículos.


Ângulo de ataque:

É o ângulo que determina a aptidão do veículo para abordar um degrau mais proeminente, sem bater componentes da suspensão ou para-choque. Um bom veículo off road tem ângulo de ataque de no mínimo 30 graus.


Ângulo de saída:

É o ângulo que determina a aptidão do veículo para sair de um obstáculo sem que o chassi ou para-choque traseiro encoste no terreno. Um bom veículo off-road tem ângulo de saída de no mínimo 30 graus.


biscoito:

Tipo de pneu, também conhecido como biscoitão. Pneu para areia, grama e outros solos que necessitam grande flutuação. Pneu largo com dentes grandes.


caixa de transferência:

Situa-se ao lado da caixa de marchas e possibilita a transmissão de torque para o eixo dianteiro e traseiro, além de proporcionar a redução das marchas.


calço hidráulico:

Acontece quando o motor aspira água pela entrada de ar ou pelo escape. Na tentativa de comprimir a água nos cilindros, peças vitais como bielas, comando de válvula e até mesmo o bloco são danificadas.


cambão/tow-bar

Estrutura triangular com engate que é instalada no chassi (ou para-choque) na frente do veículo. Serve para rebocar o carro sem ter a necessidade de alguém dirigir o veículo rebocado.


câmber:

É o ângulo de inclinação da roda em relação a um plano vertical. Quando a roda está inclinada para dentro do veículo, tem-se o “câmber negativo”. Mas quando a roda está inclinada para fora o resultado é o “câmber positivo”. A cambagem em excesso desgasta o ombro do pneu. Com  cambagem positiva o pneu se desgasta mais no ombro externo, e com a negativa o pneu terá desgaste no ombro interno.


cáster:

Conferido na suspensão dianteira é o ângulo de inclinação negativo - para trás, ou positivo - para frente, do pino mestre na parte superior com relação a um plano vertical. Esta regulagem é fundamental para a dirigibilidade, pois se o ângulo for muito grande, ou seja, muito inclinado, a resposta da direção será lenta. Por outro lado, com ângulo menor, ou seja, menor inclinação, mais veloz será a resposta da direção. Também é responsável pela estabilidade direcional do veículo, já que pouco cáster ou mesmo nenhum provoca o shimmy nas rodas. Cáster
desigual faz a roda puxar para o lado, com um desgaste irregular da banda de rodagem. E o cáster excessivo provocará o desgaste prematuro de toda a banda de rodagem.


cinta:

Normalmente de nylon, a cinta é um acessório útil em operações de ancoragem do veículo, pois permite a fixação do cabo de aço em uma árvore sem comprometer o tronco. A cinta também é muito útil para prender um cabo de aço em um veículo sem pontos de ancoragem.
Convergência: É a regulagem das rodas dianteiras, para que permaneçam mais fechadas na extremidade dianteira do que na traseira.


diferencial:

Componente mecânico presente em todos os veículos, fica instalado no eixo de tração e tem a função de
permitir a distribuição de torque diferente entre as rodas em uma curva. Os veículos 4x4 possuem dois diferenciais, um no eixo traseiro e outro no dianteiro.


divergência em curvas:

Ao fazer uma curva a roda interna precisa esterçar mais do que a externa, a fim de proporcionar divergência suficiente para a realização da curva com controle e segurança. Após a manobra a divergência deve cessar, para que as rodas girem paralelas entre si, novamente. Se a roda interna tiver o ângulo de giro desregulado, todos os outros pneus terão desgaste excessivo nas curvas.


divergência:

É a situação contrária à convergência. Agora, as rodas estão mais abertas na extremidade dianteira do que na traseira. Se o ajuste da convergência das rodas estiver errado, a banda de rodagem dos pneus apresentará um desgaste prematuro e irregular em formato de “serra”.


eixo flutuante:

Eixo que tem um sistema de rolamentos que sustenta o peso do veículo. Caso a ponta de eixo se quebre, a roda permanece no lugar, e é possível rodar com o veículo utilizando a tração dianteira.


facão:

Nome popular para erosão ou valeta mais profunda. O facão pode se formar por ação natural ou ser provocado pelo trânsito de veículos, que cavam inicialmente a canaleta com os pneus, deixando o local propício para formação de erosões pelo efeito da chuva. Os pneus agrícolas conhecidos como “frontiera” são os campeões desse tipo de agressão ao ambiente, e são conhecidos como anti-ecológicos pelos estragos que causam.


força (f) - unidade newtons (n):

É a multiplicação de massa (peso) por aceleração. No motor temos Força no pistão devido a aceleração gerada na expansão da combustão da mistura ar + combustível.


freio-motor:

Recurso que usa o motor e marchas reduzidas para frear o deslocamento do veículo. É usado em descidas íngremes, nos deslocamentos por trilhas, no dia a dia nas rodovias e em descidas de serras. Você já leu em placas de trânsito: “Use freio-motor”?


gaioleiro:

Praticante do esporte off-road cujo veículo é uma adaptação de motor VW em uma estrutura tubular chamada “Gaiola”.


guincho:

Equipamento fundamental para incursões radicais. As versões disponíveis no mercado são três: mecânico, hidráulico e elétrico. Este último é o mais popular, já que pode ser instalado na dianteira, traseira ou lateral de qualquer veículo, e depende da bateria para funcionar.


hi-lift:

Macaco ideal para uso em trilhas. Pode levantar um veículo até 1,5 metros, facilitando operações de resgate e manutenção, além de poder ser usado como guincho. 


inclinação lateral:

É a aptidão do veículo para abordar um trecho inclinado sem tombar.


indoor:

Prova realizada em circuito fechado com inúmeros obstáculos artificiais, como atoleiros, areia, buracos e curvas. É disputado em “baterias”.


king:

Pequeno morro de terra, que pode ser ultrapassado com veículos off-road.


navegador:

Pessoa que vai ao lado do piloto durante uma prova, passando orientações do trajeto, tempo de prova, etc.


part-time 4wd - tração 4x4 parcial:

A caixa de câmbio não possui diferencial central, e para veículos com este sistema a tração 4x4 deve ser usada somente em situações off-road, evitando o asfalto e estradas de terra em boas condições. 


patesca ou catarina:

Componente indispensável para quem é “trilheiro”. É uma roldana ou polia que é usada em conjunto com o guincho ou mesmo entre dois veículos. Permite que a força empregada no resgate seja duplicada. Também é muito útil para redirecionar o cabo de aço em resgates mais complicados no meio da trilha.


peito de aço:

Acessório que proteje, em trilhas radicais, as partes dianteiras como barramento de direção e diferencial. 


peso bruto:

É a soma do Peso em Ordem de Marcha mais a carga máxima permitida pelo fabricante.


peso em ordem de marcha:

É o peso do veículo com tanque de combustível cheio e todos os líquidos como óleos lubrificantes, óleo da direção hidráulica, fluído de freio, fluído de embreagem, água do radiador, água do limpador dos pára-brisas e, ainda, 1 motorista com peso entre 70 a 80kg.


piloto:

Pessoa que dirige o veículo.


pneus all terrain ou at:

Projetados para enfrentar terrenos diversos como asfalto, terra, areia, neve e lama, com razoável desempenho em cada um deles. Normalmente os utilitários e SUVs saem de fábrica com pneus AT.


pneus mud terrain + snow ou ms:

Projetados para uso rodoviário com aptidão para terrenos lamacentos de média dificuldade e trechos com neve. 


pneus mud terrain ou mt:

Projetados para terrenos lamacentos, possuem grande distância entre os gomos de
borracha. Não são os mais adequados para trânsito em rodovias e altas velocidades, já que a área de contato com o pavimento é menor.


potência (p) - unidade watt (w):

É a Força dividida por tempo. Do trabalho dividido pelo tempo temos a Potência. Potência mede a velocidade de realizar trabalho. Assim a potência vai definir a rapidez que se vence um obstáculo ou se atinge uma determinada velocidade.


prancha de desatolagem:

Acessório útil para montagem de pontes e criação de terreno firme para passagem dos pneus em atoleiros e areiões. Normalmente feito de aço ou alumínio. Profundidade Máxima de Travessia: É a aptidão do veículo em atravessar um trecho alagado, sem que suas partes vitais sofram qualquer infiltração de água ou lama.


px:

Rádio faixa cidadão (11 metros) utilizado entre os jipeiros para se comunicarem durante trilhas, expedições, etc.


quebra-mato:

Um parachoque reforçado que se coloca em veículos fora de estrada e pode possuir faróis e guincho fixados. Serve para aumentar a proteção frontal do veículo quando este se choca com galhos, troncos ou pedras.


raid:

Modalidade na qual o mais importante é a velocidade média, por tempo, em alguns trechos do trajeto.


rally:

Prova na qual o trajeto é pré-determinado. Pelo caminho poderão ter obstáculos naturais e os carros serão monitorados por postos de controle, os chamados PCs.


rampa máxima:

É a rampa mais inclinada que um 4x4 pode subir sem que o motor engasgue ou sem que tombe de volta para trás. A inclinação varia entre os modelos podendo ir de 30 a 45 graus.


rodalivre:

É o componente que libera as rodas dianteiras do contato com a transmissão. Com isso, ganha-se economia de combustível e menos desgaste das partes dianteiras, que não são utilizadas em tráfego normal em ruas e estradas com boas condições de trânsito. Existem modelos manuais e automáticos.


shimmy:

Trepidação nas rodas dianteiras, que pode ser provocado por inúmeros fatores como chassi trincado ou entortado, amortecedores gastos ou com defeitos, molas desajustadas ou “cansadas”, rodas desbalanceadas, pressão diferente nos pneus dianteiros, câmber ou cáster desajustados, caixa de direção com folga.


snorkel:

Ou tomada de ar elevada, consiste de um tubo que estende a tomada de ar do filtro do motor para a posição mais elevada possível, protegendo-a da entrada de água em travessias mais radicais de rios e áreas alagadas. Suspensão Independente: Sistema que possibilita que cada roda tenha seu curso de suspensão independente da outra roda. É a configuração para trânsito em estradas e rodovias em altas velocidades, mas nem sempre é a ideal para o off-road puro, já que a altura máxima do solo não é constante.


torque (t) - unidade newton x metro (n.m):

É a Força multiplicada pelo raio de giro. É similar a Força, só que a Força é linear e o Torque é circular (rotação). No motor a Força do pistão é transformada em torque pelo conjunto Biela e Virabrequim (ou eixo de manivela). Assim do Virabrequim até a Roda temos Torque. Então, é o torque que vai definir a capacidade de vencer um obstáculo ou atingir uma determinada velocidade.


trabalho (w) - unidade joule (j):

É a Força multiplicada por distância. Do torque na roda dividido pelo raio do pneu temos a Força no pneu. Esta força multiplicada pela distância percorrida resulta o trabalho.


trac-lok:

Diferencial que distribui automaticamente o torque entre as rodas traseiras de modo a garantir a melhor condição de aderência em superfícies de baixo atrito como lama, areia, etc. Sistema utilizado no Troller.


transposição central:

É a aptidão do veículo de transpor um obstáculo como uma lombada, sem que as partes inferiores se choquem com ele. Um veículo com distância entre-eixos pequena, como o Troller T4, tem mais facilidade para enfrentar esse tipo de obstáculo.


zequinha:

Fiel escudeiro do jipeiro, utilizado para todo tipo de apoio e tarefa na trilha.


Água de Eloquência

Cachaça

Atrás do toco

Só ouvindo

Asa Dura

Avião

Anzol

Polícia rodoviária

Anel

Primo

Acoplamento

Reunião

Bigodeira

Interferência

Barra Móvel

Veículo

Barra Náutica

Barco

Banheira

Mar

Batente

Trabalho

Bicorar

Pedir pra falar

Break

Pedir pra falar

Botina Branca

Médico

Botina Preta

Militar

Bailarina

Caneta

Balaio

Bagunça

Bruxa

Ventania

Bobo

Relógio

Bigode-a-metro

Pessoalmente

Copiar

Escutar

Capacete

Sogro

Chá de urubu

café

Chá de Periquito

Chimarrão, Mate

Canaleta

Canal

Casa de Beijo

Motel

Curto-circuito

Briga

Cristalografia

Família

Cristal

Esposa

Cristalina

Filha

Cristaloide

Filho

Carvão

Esposo

Comer Barbante

Esperar

Chuva Artificial

Banho

Centelha

Neto

Caixinha-Preta

Radio Transmissor

Coruja

Escuta

Carga Pesada

Caminhão

Dois metros

Dormir

Espiras

Dinheiro

Esparadrapo

Irmão

Feijao Queimado

Amante

Fio Maravilha

rádio FM

Feiticeiro

Técnico de radio

Fundo de poço

Sinal Baixo, fraco

Grega

Viagem

Loura Suada

Cerveja

Levanta a Saia Baiana

(LSB)

Lambari

Estação Fraca

Linha de 500

Telefonema

Munheca de Pau

Operador Novato

Modular

Falar

Macaco Preto

Telefone

Musiqueiro

Radio

Mosca Branca

Zona de Silencio

Orelha

Vizinho

Pe-de-pato

Navio

Pitimbado

Doente, quebrado

Portadora

Transmissão sem fala

Papai Noel

DENTEL

Pirambeira

Sai, desaparecer

Pipoca

Afilhado

Pica_Pau

Manipulador/Telegrafia

PX-Maior

DEUS

Para-Raio

Sogra

Primeiríssima

Mãe

Pé-de-borracha

Carro

Pé-de-ferro

Trem

Pé-de-sola

A pé

Q T O

Sanitário

Perneta

Colega

Reco-reco nas costelas

Abraço

Santiago

Sinal

Trapissunga

Aparelhagem

Turmalina

Namorada

Tapete Branco

Papel

Tapete Preto

Asfalto

Tubarão

Estação Forte

Terezinha Vasconcelos

TV

Urubu sai de baixo

(USB)

Vertical

Conversa pessoal

Bonequinha

Ônibus

Dia 4 de abril de 2007…. Nessa data, a lei de número 12.583 foi sancionada, oficializando o dia do jipeiro!!!

LEI Nº 12.583, DE 23 DE ABRIL DE 2007

(Projeto de lei nº 198, de 2002, da Deputada Célia Leão - PSDB)

Institui o "Dia do Jipeiro" e a "Semana Estadual de Eventos e Comemorações dos Praticantes de Esportes Radicais"

O PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA:

Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo, nos termos do artigo 28, § 4º, da Constituição do Estado, a seguinte lei:

Artigo 1º - Fica instituído o “Dia do Jipeiro”, a ser comemorado, anualmente, no dia 4 de abril.

Artigo 2º - Fica instituída a “Semana Estadual de Eventos e Comemorações dos Praticantes de Esportes Radicais”, a realizar-se, anualmente, na semana que contenha o dia 4 de abril, com ocorrência de eventos, competições e tudo mais que for necessário para incentivo da prática de esportes radicais.

§ 1º - Os eventos, competições e outras festividades de que trata o “caput” deverão contar com a participação de instituições públicas, entidades da sociedade civil, agências de financiamentos, empresas e outros.

§ 2º - A Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo ficará encarregada da programação e da promoção dos eventos, competições e outros incentivos que possam divulgar e promover a prática de esportes radicais a serem realizadas na “Semana Estadual de Eventos e Comemorações dos Praticantes de Esportes Radicais”.

Artigo 3º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 23 de abril de 2007.

a) VAZ DE LIMA - Presidente

Publicada na Secretaria da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 23 de abril de 2007.

a) Auro Augusto Caliman - Secretário Geral Parlamentar

Ser Jipeira é...

  • Ser jipeira é ser um ser um pouco diferente.
  • É experimentar um jeito de ser mulher em um universo bem masculino e aprender com a convivência as melhores virtudes dos homens: a camaradagem, o companheirismo, a cumplicidade e a objetividade.
  • É ter calma e coragem mesmo quando a TPM bota os medos e inseguranças pra fora.
  • É não perder o charme e a feminilidade, mesmo suja e elameada.
  • É ver as caras de espanto, só porque você sabe o que é e onde fica a rebimboca da parafuseta.
  • É aceitar calmamente pensarem que você é sapatão, só porque anda num jipão.
  • É saber que não adiante deixar a roupa suja de barro no tanque, porque é você mesma que vai lavar.
  • É saber o real significado da frase: "meu namorado disse: ou eu, ou o jipe. Ah, como eu gostava dele....
  • É comprar menos roupas e sapatos pra ter o que gastar na oficina.
  • É se sentir mais feliz no Setor H Norte* do que no shopping.
  • É saber que fazer trilha é o melhor tratamento estético que existe, rejuvenece, sara a barriguinha e enrijece os glúteos.
  • É aprender que há cinta que não é para prender meias e que há prancha que não é pra fazer chapinha no cabelo.
  • É ter mais graxa nas unhas do que esmalte.
  • É lembrar de retocar o batom na mesma erosão onde muitos marmanjos se mijaram nas calças.
  • É a alegria de ouvir "se você for vai ser muito melhor" e ver como é valorizada a presença feminina no mundo off-road.
  • É fazer o maior sucesso em qualquer posto de gasolina.
  • Mas, ser jipeira também é ter muito em comum com os jipeiros.
  • É ter lama nas veias.
  • É gostar de desafio e de sentir o coração batendo acelerado.
  • É ser mais uma criança com seu brinquedão.
  • E é descobrir que uma das coisas mais gostosas da vida é esquecer do mundo em uma trilha.

Ser Jipeiro é...

Jipeiro Jipeiro
  • Ficar ofendido quando alguém chama a sua viatura de carro;
  • Ser indagado no posto de gasolina:
  • "É 4x4?";
  • "Você faz trilha?";
  • "Anda bem?";
  • "Quanto custa um desses daí?";
  • Escolher o shopping center pela altura do estacionamento;
  • Escolher o prédio para morar pela altura das garagens;
  • Ter a vaga do estacionamento do prédio personalizada (aquela meio marrom, onde nascem uns matinhos);
  • Não ter nenhuma camiseta totalmente branca (muito menos meias);
  • Fazer sucesso entre a molecada ao buscar os filhos na escola;
  • Não fazer tanto sucesso ao buscar a esposa no cabeleireiro;
  • Acostumar com a pergunta: "Tio leva a gente para dar uma voltinha";
  • Acostumar com a pergunta da esposa "Mas tem que ir de jipe???";
  • Torcer para chover no final de semana;
  • Ser odiado pelos funcionários do lava-car;
  • Ser amado pelo dono da autopeças;
  • Ter na carteira mais cartões de oficinas e distribuidoras de peças do que dinheiro;
  • Ignorar a descoberta que a menor distância entre dois pontos é uma reta (a menos que na reta tenha um atoleiro);
  • Ligar na concessionária só para saber quanto não se deve pagar por uma peça, e não se contentar até achar a peça num valor 4 vezes menor, e se achar num valor menor ainda espalhar pra todo mundo e, se comprar na concessionária ninguém fica sabendo nem sob tortura, nem em confissão no leito de morte;
  • Ter um estoque de peças na viatura que dá para montar outra;
  • Não entender a função da profissão "martelinho de ouro";
  • Explicar ao balconista que vc precisa da peça Chevrolet, que que servia no Puma, mas era usada no Gurgel, e que é para ser colocada no seu jipe (numa função totalmente diferente da original, é claro);
  • Ser chamado por vizinhos de madrugada para rebocar o carro de não sei quem que quebrou ou está atolado não sei aonde e não sei quando devido à não sei o quê... Os mesmos vizinhos que um dia chamaram o seu jipe de lata velha e falaram para você trocá-lo por um carro mil, econômico, moderno e silencioso;
  • Ter muitos amigos.

De pai para filho

  • Pai, porque as pessoas que andam com seus Jipes parecem tão felizes?
  • Olha filho, na minha opinião, eles são loucos. Eles tem uma estranha filosofia, eles pensam que são livres, eles acreditam em aproveitar, a poeira, a chuva, a lama, o sol os rios e todo o resto da natureza. Eles chamam seus amigos de irmãos; e os fazem num estalar de dedos, eles ajudam uns aos outros, eles se cumprimentam mesmo se o outro for um desconhecido... Quando eles se encontram se abraçam como se não se encontrassem à anos, eles vivem o momento, eles estão suscetíveis a fazer uma boa trilha a qualquer momento e aparentemente não se importam com o caminho a ser seguido.
  • Pai, você pode me comprar um jipe?